O Brasil faz história na edição dos prémios deste ano.
“Anora” ganhou cinco Óscares, o de Melhor Filme e mais quatro estatuetas, numa noite histórica para o Brasil.
Com cinco estatuetas em seis nomeações, “Anora” foi o grande vencedor da noite dos Óscares, entregues no domingo, em Los Angeles.
Melhor Filme, Realização para Sean Baker, Melhor Argumento Original e Montagem, foram todos para o filme sobre uma jovem stripper nova-iorquina que se casa com o filho de um oligarca russo num romance turbulento e condenado, confirmando o favoritismo na temporada atribuído à Palma de Ouro do Festival de Cannes após ter ganho os prémios do sindicato dos produtores e realizadores a 8 de fevereiro.
A única categoria que escapou foi a que estava nomeado Yura Borisov como Ator Secundário, que, como se esperava, foi para Kieran Culkin, em “A Verdadeira Dor”. O quinto Óscar foi o de Mikey Madison como Melhor Atriz, derrotando a grande favorita Demi Moore (em “A Substância”).
Fernanda Torres também perdeu Melhor Atriz, mas a noite passada foi histórica para o cinema brasileiro: após quatro nomeações na categoria sempre a sair de mãos vazias, “Ainda Estou Aqui” ganhou o Óscar de Melhor Filme Internacional, o primeiro para o Brasil.
“Isto vai para uma mulher que, depois de uma perda tão grande num regime tão autoritário, decidiu não se dobrar e resistir. Também vai para as mulheres extraordinárias que lhe deram vida: Fernanda Torres e Fernanda Montenegro”, disse o realizador Walter Salles ao receber a estatueta.
“Emília Pérez” foi um dos grandes derrotados. Chegou à grande noite de Hollywood a liderar com 13 nomeações (um recorde para um filme não falado em inglês) e ficou-se pelas estatuetas de Melhor Atriz Secundária para Zoë Saldaña e Melhor Canção com “El Mal”, onde um dos premiados foi o realizador Jacques Audiard.
Para “O Brutalista”, houve três Óscares em dez nomeações, que cumpriram as previsões: Melhor Ator para Adrien Brody (que ganhou a estatueta pela segunda vez, depois de já o ter feito no passado com “O Pianista”), além de Banda Sonora e Fotografia.
“Conclave”, visto nas últimas duas semanas como a mais forte ameaça a “Anora”, ficou apenas por uma estatueta, a esperada como Melhor Argumento Adaptado.
“Wicked” teve direito a dois Óscares, Direção Artística e Guarda-Roupa.
Das cinco nomeações, “Dune – Duna: Parte 2” ficou pelas vitória nos Efeitos Visuais e Som, depois de a “Parte 1” ter conquistado seis estatuetas na cerimónia de 2022.
O Óscar de Melhor Caracterização foi para “A Substância”, que acabou por ser a única vitória em cinco nomeações para o filme de Coralie Fargeat.
Dos dez nomeados para Melhor Filme, ficaram sem prémios “A Complete Unknown”, o maior ‘derrotado’ da noite pois tinha oito nomeações, e, como se esperava, “Nickel Boys”, que só tinha outra nomeação, a do Argumento Adaptado.
O isrealo-palestiniano “No Other Land” venceu Melhor Documentário.
Uma das surpresas da noite foi “Flow – À Deriva”, de Gints Zilbalodis, recebeu o Óscar de Melhor Longa-Metragem de Animação.
Já “In the Shadow of the Cypress”, dos iranianos Hossein Molayemi e Shirin Sohani, conquistou o Óscar de Melhor Curta-Metragem de Animação.
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Fonte: Lusa
Liliana Teixeira Lopes