Um “biopic” e um documentário sobre o Cora da Gulbenkian são algumas das novidades da semana.
Liliana Teixeira Lopes
Chega às salas nacionais o filme “Maria Schneider”, assinado na realização por Jessica Palud.
Este drama conta a história de Maria Schneider, e no polémico episódio da vida da jovem atriz que contracenou com Marlon Brando em “O Último Tango em Paris”, de Bernardo Bertolucci.
Maria é uma jovem atriz em dificuldades, mas com potencial.
Quando um jovem realizador italiano a seleciona para o seu novo filme, protagonizado por um conhecido ator americano, todos os seus sonhos parecem estar prestes a concretizar-se. Mas o que parecia ser uma grande oportunidade acaba por se tornar um autêntico inferno. O filme intitulava-se “O Último Tango em Paris”, e a atriz era Maria Schneider, lê-se na sinopse.
No elenco estão Anamaria Vartolomei, Matt Dillon, Giuseppe Maggio e Yvan Attal.
Também em estreia esta semana está “Coro”, de Edgar Ferreira.
“Coro” retrata a realidade inesperada de um dos mais conceituados coros do mundo, o Coro Gulbenkian. Por detrás do seu som inconfundível e da sua reputação internacional repleta de concertos, discos e distinções, existe um grupo de pessoas com vidas paralelas, onde a música nem sempre é a sua principal ocupação. São professores, engenheiros, médicos, advogados, que ao cair da noite se reúnem e trabalham no exercício permanente de formar um corpo artístico a uma só voz.
A terapeuta Mariana Moldão, o triatleta Jaime Bacharel e o engenheiro civil Nuno Rodrigues, todos eles coralistas, são três dos protagonistas de um filme sobre o Coro Gulbenkian, de Edgar Ferreira, que se estreia esta semana nos cinemas.
O documentário “Coro” foi produzido para assinalar os 60 anos da criação do Coro Gulbenkian, juntando-se a outros dois filmes sobre a Orquestra Gulbenkian, em “Soma das Partes”, também de Edgar Ferreira, e sobre o extinto Ballet Gulbenkian (1965-2005), em “Um Corpo que Dança”, de Marco Martins.
À proposta da Fundação Calouste Gulbenkian, o realizador Edgar Ferreira respondeu com um retrato plural, contrapondo testemunhos de coralistas com algum trabalho de arquivo histórico.