O filme foi o grande “vencedor” da edição deste anos dos prémios para os piores no cinema.
Liliana Teixeira Lopes
“Madame Web” foi o grande vencedor da 45ª edição dos Golden Raspberry Awards, os prémios que distinguem anualmente o cinema muito mau.
Pior Filme, Pior Atriz para Dakota Johnson e Pior Argumento foram as distinções de “Madame Web” nos prémios popularmente conhecidos como os Razzies ou os “Óscares” dos piores, revelou a organização em comunicado.
Pior Sequela e Pior Duo foram os troféus com a framboesa dourada como símbolo (avaliado em 4,97 dólares, cerca de 4,78 euros) a que teve direito “Joker: Loucura a Dois”, que liderava a corrida este ano com sete nomeações.
Para “A Batalha das Pop-Tarts”, houve dois prémios: Pior Ator para Jerry Seinfeld e Pior Atriz Secundária para Amy Schumer.
A organização revelou ainda um Prémio de Redenção, destinado a um antigo nomeado ou premiado “que, desde então, foi fazer coisas melhores”, atribuído a Pamela Anderson, que esteve entre as potenciais nomeadas para os Óscares por “The Last Showgirl” depois de ter sido eleita a Pior Nova Estrela de 1996 por “Barb Wire – Bela e Perigosa”.
Tradicionalmente, os Razzies são anunciados no dia anterior à grande noite de Hollywood, mas este ano foram antecipados e com uma boa justificação: a presença de Francis Ford Coppola. Nomeado para em seis categorias, o épico “Megalopolis” ganhou dois, Pior Ator Secundário para Jon Voight (também distinguido por outros filmes, como “Reagan”, “Shadow Land” e “Strangers”) e Pior Realização, que foi reconhecido e aceite com muito agrado por Francis Ford Coppola.
Ao receber a framboesa dourada, o realizador disse estar muito contente por aceitar o prémio Razzie em tantas categorias importantes para “Megalopolis” e pela distinta honra de ser nomeado como o Pior Realizador, Pior Argumento e Pior Filme numa altura em que tão poucos têm a coragem de ir contra as tendências predominantes do cinema contemporâneo. E acrescentou: “Neste mundo destroçado de hoje, onde as Artes recebem pontuações como se fossem luta livre profissional, optei por NÃO seguir as regras cobardes estabelecidas por uma indústria tão aterrorizada com o risco que, apesar do enorme conjunto de jovens talentos à sua disposição, pode não criar imagens que serão relevantes e vivas daqui a 50 anos”, escreveu nas redes sociais o lendário cineasta de “O Padrinho” e “Apocalypse Now”.